O que sou..

Eu, nascida na noite de tremores
Onde o céu fora palco do teatro de horrores
Donde os raios rasgavam o firmamento
Nasci da brisa, sou ciclone, terremoto, sou o vento

Levo do  mundo o desejo e o saber
No latifúndio de promessas do meu ser
Sou a brisa, o ciclone, o terremoto ou ventania
Trago nas noites a luz pálida do dia
Sou chuva, tempestade, ciclone em alto mar
Veleiro perdido que segue a navegar
Carrego em mim saudade dos lugares onde andei
Procuro liberdade nos sonhos que sonhei.

Molho esta terra, infrutifera vastidão
Faço brotar cálidas flores do íntimo deste chão
Navego em mares, antes nunca nevegados
Beirando o pélago, mortifero desalmado

Pólipo móvel do universo em constates mutações
Eu me derramo, me desabo, me desdobro em  reações
Sou  céu, sou terra, fogo e ar
Sou a brisa, o ciclone, o terremoto e ventania
Vou nesta roda infinita de tristeza e alegrias.

6 comentários:

Samu disse...

bonito poema

Preguiça alheia disse...

Obrigado pelo comentario.. Gostei do seu blog!!

Me segue depois.. estou te seguindo!!

www.preguicaalheia.blogspot.com


Abraço,
P.A.

Natália disse...

Que lindo! Parabenss

Clube do Filme disse...

Muito bonito.. e bem escrito!!..

Lucas M. disse...

Ficou muito bom alinee...
Lendo, vejo que se assemelha a uma cancao, melhor, parece uma cancao so de ler. tá bem bonito, reflexivo.

Lucas disse...

Muito lindo *0*